Visão geral
O que foi abandonado sob Majula e as sociedades que continuam vivendo fora do reino dos homens.
O que desce pelo poço
O poço de Majula conduz a sepulturas, passagens e à Sarjeta. Nas profundezas acumulam-se restos descartados pela superfície. A Ravina Negra, contaminada e cheia de estátuas que expelem veneno, prolonga esse percurso até o domínio do Apodrecido.
O chefe é um amontoado de corpos que atua como um ser. Sua relação com a Alma do Antigo Morto aproxima-o do legado de Nito, mas não identifica todas as pessoas que formam seu corpo nem explica uma origem individual anterior à união.
O Apodrecido e as estátuas
A apresentação do chefe mostra sua atenção a uma estátua quebrada. O gesto contrasta com a aparência brutal e sugere uma relação com aquilo que a superfície abandonou. O alcance emocional desse comportamento é uma leitura, não um diálogo explicativo.
A semelhança entre o rosto das estátuas e os mecanismos de Pharros alimenta a hipótese de que o inventor tenha ligação com o chefe. O jogo não confirma que Pharros seja o Apodrecido. A proximidade de Shulva também não comprova que todo o veneno da Ravina Negra tenha vindo de Sinh.
Um pacto rompido com os ratos
O Rei dos Ratos recorda um acordo: os homens ficariam com a superfície iluminada pelo sol, e os ratos com o subterrâneo. Na versão que ele conta, os humanos quebraram a promessa e invadiram suas tocas.
Por isso ele desconfia dos homens, mas admite o serviço de um aventureiro que demonstre força e lealdade. A possibilidade de recuperar confiança torna sua posição mais complexa que uma simples hostilidade animal. A Autoridade Real e a Vanguarda Real protegem esse domínio.
Os Gyrm expulsos
Os Gyrm foram tratados como impuros e empurrados para o subterrâneo. Seus descendentes tendem a rejeitar contato com os responsáveis pelo exílio. A descrição de seu povo não os reduz a monstros: sua aparência e isolamento resultam também de discriminação.
Gavlan mantém uma relação comercial com o protagonista e percorre diferentes lugares. Sua disposição para negociar constitui uma alternativa ao confronto com os guerreiros encontrados nas Portas de Pharros.
Um inventor que virou explicação para tudo
Pharros é lembrado como um viajante que deixou mecanismos destinados a ajudar pessoas em necessidade. Sua fama cresceu a ponto de invenções de origem desconhecida serem atribuídas a ele. Nem toda instalação aberta por uma Pedra de Pharros tem uma autoria demonstrada.
Santier é recordado como uma estátua viva derrotada por uma lança. A cabeça presa à arma preserva esse relato. Que fosse um golem é uma inferência natural, mas seus fabricantes e sua relação precisa com Pharros não são revelados.
Ferreiros expulsos da superfície
Os Gyrm foram afastados pelos humanos e passaram a viver no subterrâneo. Sua força física convive com habilidade de ferreiro: bigornas e partes de monumentos tornam-se armas e escudos, enquanto outros equipamentos revelam trabalho cuidadoso com metal. Gavlan conserva a disposição de conversar e negociar, diferente dos Gyrm hostis encontrados na região.
A hostilidade aos humanos ajuda a interpretar a convivência com o domínio do Rei dos Ratos, mas não identifica um tratado formal entre os dois povos. Encontrar Gyrm vazios tampouco demonstra que toda a população do mundo tenha desaparecido.