Visão geral
As Milfanito, os Fenito e a diferença entre oferecer descanso e explorar os mortos.
Uma canção que conserva uma função antiga
As Milfanito vivem para cantar e aliviar os que não encontram repouso. Falam de si de forma coletiva e recordam o Grande Morto que lhes ensinou sua tarefa. A relação com Nito é sustentada por essa linguagem e pelo tema da primeira morte.
Nem todas estão livres: uma foi aprisionada no Castelo de Drangleic. O resgate e os objetos associados a elas, como o Anel dos Mortos, aproximam sua missão do sofrimento causado pela condição de morto-vivo. Parecer humano com um anel não é o mesmo que ter a maldição curada.
O predador que imita o consolo
O Demônio da Canção reproduz um canto para atrair vítimas. Seu apetite por carne humana motivou o confinamento no santuário. Com o desaparecimento ou esvaziamento das sacerdotisas responsáveis pelos rituais, a contenção se desfez.
As sacerdotisas humanas de Amana, os guerreiros que as acompanham e as Milfanito não são um único grupo indistinto. A ruína religiosa do santuário envolve funções e origens diferentes.
Agdayne e os Fenito
Os Fenito cuidam da Cripta dos Mortos-vivos. Agdayne atribui essa responsabilidade àquele que trouxe a primeira morte. Ele exige respeito ao repouso dos mortos e rejeita luz em seu domínio.
Sua atitude não é a mesma da corte de Vendrick: um rei e um camponês continuam sujeitos às regras da cripta. Velstadt protege seu soberano ali, mas a instituição dos guardiões possui uma finalidade anterior e independente da monarquia de Drangleic.
Os que tentaram governar a morte
As tradições de Leydia associam seus praticantes ao domínio de diferentes artes mágicas e ao culto de Galib, ligado à doença. A manipulação da doença, da cura e dos mortos aparece como uma transgressão dos limites tolerados pelos guardiões.
Os clérigos insolentes e os guerreiros que tentaram conquistar a cripta também sofreram punições que impediram um descanso comum. Seus vestígios e almas passam a servir ao lugar que quiseram dominar. Não convém fundir automaticamente todos esses grupos em uma única invasão com uma data conhecida.
Conhecimento e renúncia
Olenford procurou na cripta algo além do saber humano. Seu cajado e os relatos a seu respeito sobrevivem, mas não descrevem exatamente o que ocorreu quando abandonou sua humanidade.
A cripta é, assim, um contraponto aos laboratórios de Aldia: ambos tocam o limite da vida, mas Agdayne insiste na preservação do repouso, enquanto a pesquisa da fortaleza força novas formas de existência.
O prisioneiro e a Milfanito do castelo
Uma Milfanito permanece presa no Castelo de Drangleic, atrás da passagem bloqueada pelo ser conhecido como Embedded. Ele já foi humano e decidiu acorrentar a si mesmo por acreditar que não conseguiria resistir aos desejos da carne. Sua espera termina quando alguém encontra a chave que põe fim ao seu aprisionamento.
A chave tem forma de espada e é obtida após a derrota do Demônio da Canção. Usá-la no prisioneiro libera a passagem até a cantora. A descrição fala em perfurar seu peito, enquanto a cena mostra a chave introduzida no rosto: o jogo não explica essa diferença.
Um elo dessas correntes também aparece como anel em Eleum Loyce. Sua descrição atribui às correntes o poder de escravizar as pessoas pelo prazer e conduzi-las à ruína. O benefício do anel vem acompanhado de maior vulnerabilidade. A presença da peça no reino gelado não esclarece quem a levou até lá nem como o prisioneiro chegou ao castelo.